Ricardo Luiz Bailona morreu aos 62 anos, em Uruaçu. Ele era sargento da polícia e ex-professor do Proerd.
O professor e sargento da Polícia Militar Ricardo Luiz Bailona Neto, de 62 anos, morreu em Uruaçu, no Norte de Goiás, após anos dedicadas à formação de jovens, ao serviço público e à educação. Ele ingressou na polícia em 1986 e atuou em diversas cidades da região. Segundo a família, a suspeita é de que o sargento tenha sofrido um infarto.
Em entrevista Daniel Antônio de Lima Bailona, de 28 anos, estudante de medicina e filho do sargento, descreveu o pai como um homem “rígido e extremamente correto”, mas também como um “paizão”, sempre preocupado com a família e disposto a ajudar quem precisasse.
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Paixão pelo Proerd
Bailona atuou por cerca de 10 anos como professor e instrutor do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), passando por todas as cidades atendidas pelo Batalhão de Uruaçu. Ele deu aulas principalmente para turmas do 5º ano e se tornou referência para centenas de crianças e famílias da região.
“O PROERD era a paixão do meu pai, a menina dos olhos dele. Foi o trabalho que ele mais amou fazer na vida,” contou Daniel.
A ex-aluna Rayane Almeida Silva Souza, de 28 anos, também lembra o impacto do sargento em sala de aula, “A aula de Proerd era a mais esperada da semana. Era carismático, amoroso, divertido. Ele não era só um professor, era uma referência,” disse.
Ainda segundo Rayane a partida do policial deixa um vazio, mas o impacto do seu trabalho continua vivo.Além do Proerd, o sargento atuou como coordenador administrativo em colégios militares por 10 anos e, mais recentemente, trabalhava como instrutor de trânsito em uma autoescola.
Nas redes sócias, dezenas de alunos de manifestaram e amigos se lamentaram a morte do sargento. Intuições de ensino e prefeituras também prestaram suas homenagens.
O Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás Prudêncio Ferreira de Faria lamentou a morte e afirmou que Bailona deixa “uma lacuna imensurável” na comunidade escolar.
A Prefeitura de Alto Horizonte também homenageou o sargento, que formou dezenas de turmas do Proerd no município.
“Quando ele chegava, o pessoal falava: ‘Chegou o Bailona!’ Ele era firme, perfeccionista, mas abraçava forte, beijava todo mundo. Era único”, disse
O velório aconteceu na segunda-feira (24) e reuniu familiares, amigos, ex-alunos e colegas de farda.
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