Juiz negou pedido de prisão do ex-governador de Goiás José Eliton

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Juiz negou pedido de prisão do ex-governador de Goiás José Eliton
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A PF  informou que “parte dos recursos recebidos pela prestação de serviços à Saneago era repassada para o chefe de gabinete do então governador do Estado

O juiz federal Rafael Slomp negou o pedido de prisão do ex-governador José Eliton (PSDB) e determinou que fossem feitas buscas na casa do político, segundo informações dadas nesta quinta-feira (28),  pela Polícia Federal. Outras cinco pessoas foram presas nesta manhã suspeitas de desvio de dinheiro na Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago), durante a Operação Decantação 2. A prisão foi negada pelo fato de ele não estar mais na administração e pela contemporaneidade dos fatos.

A PF  informou que “parte dos recursos recebidos pela prestação de serviços à Saneago era repassada para o chefe de gabinete do então governador do Estado (José Eliton). Foi apurado ainda que o ex-vice-governador teria utilizado, por diversas vezes, uma aeronave de propriedade de uma das empresas beneficiadas pelos contratos”.

A Superintendente regional da Polícia Federal de Goiás,  Marcela Rodrigues  explicou que foram cumpridos exatamente cinco mandatos de prisão temporária, oito de busca e apreensão, além do sequestro de 65 imóveis e medidas restritivas. “Essa operação visa combater a fraude e licitação do desvio de verbas públicas envolvendo a empresa de saneamento do Estado de Goiás, praticada por dirigentes, empresários e agentes públicos”, disse.

O Delegado da Polícia Federal  Rômulo Teixeira Cavalcante, ressaltou que a  operação envolveu um total de 30 policiais. “Foi apreendido cerca de R$ 2 milhões de reais em espécie em residências dos alvos investigados. Já os bens são avaliados em  R$ 35 milhões de reais”.

O Delegado da Polícia Federal, Charles Gonçalves Lima, que coordena a operação detalha como foi descoberta essas fraudes. “Essa segunda fase da Operação Decantação consiste na análise de documentos e mídias apreendidas no transcorrer da primeira fase com cruzamento de dados fiscais. Neste sentido a investigação mostrou que houve um certo favorecimento a um grupo de três empresas em contrato com a saneago. Tudo isso com o apoio do ex-chefe coorporativo da saneago. Esse ex-chefe coorporativo foi alocado pelo ex-chefe de gabinete de um ex-governador,  justamente para defender interesses dessas empresas. Também era feito uso dessas empresas para lavagem de dinheiro”, relatou.

A investigação apontou que José Eliton se reunia com Luiz Alberto de Oliveira, chefe de gabinete do então governador Marconi Perillo (PSDB), e empresários que prestavam serviços à Saneago para organizar a ordem de pagamento. “Recursos da SSP que deveriam ser repassados à Saneago eram direcionados exclusivamente ao pagamento dessas três empresas. No jargão policial, a gente chama isso de verba carimbada”, afirma o delegado.

Ao todo, cinco pessoas foram presas: Luiz Alberto de Oliveira – chefe de Gabinete de Gestão da Governadoria até abril de 2017; Gisella Silva de Oliveira Albuquerque – filha de Luiz Alberto; Carlos Eduardo Pereira da Costa – sócio da Sanefer Construções e Empreendimentos; Nilvane Tomás de Sousa Costa – sócio da Sanefer Construções e Empreendimentos e Robson Borges Salazar – ex-diretor de gestão corporativa da Saneago.

Em nota, o advogado do ex-governador José Eliton, Tito Souza Amaral diz que seu cliente está ciente da situação e que está retornando a Goiânia neste momento, onde prestará os esclarecimentos necessários.

Veja nota na íntegra

“O ex-governador José Eliton ficou ciente da Operação Decantação na manhã de hoje quando, como advogado, participaria em Posse de uma audiência previamente marcada no início desta semana. O ex-governador retorna neste momento para Goiânia onde prestará todos os esclarecimentos à Polícia Federal em audiência a ser marcada assim que tiver acesso às informações do inquérito.

A PF cumpriu na manhã de hoje mandado de busca de documentos no apartamento do ex-governador, quando foi apreendido apenas um computador de uso pessoal. Convém enfatizar que os fatos investigados pela Operação teriam ocorrido entre 2014 e 2016, período que José Eliton exercia mandato de vice-governador.

Não existem fatos ou elementos nesta investigação que coloquem em suspeita a lisura de José Eliton como vice-governador ou governador. A Justiça Federal não decretou qualquer medida contra o ex-governador José Eliton, além da busca de documentos já citada, porque não há nenhum indício concreto de seu envolvimento nos fatos em apuração”.

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