Piloto colocou fogo em avião que transportou cocaína para tentar destruir provas, diz polícia

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Piloto colocou fogo em avião que transportou cocaína para tentar destruir provas, diz polícia
17-07-2026
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Henrique Donizeti Ferri fugiu, mas foi encontrado e preso no dia seguinte. Ele fez um pouso forçado na zona rural de Itarumã, na região sudoeste de Goiás, após monomotor apresentar pane.

O piloto que fez um pouso forçado na zona rural de Itrarumã, na região sudoeste de Goiás, colocou fogo no avião usado para transportar cocaína, após retirar a droga. O objetivo, segundo a polícia, seria destruir provas do tráfico. Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, fugiu, mas foi enncontrado e preos no dia seguinte.

Entramos  em contato com a defesa de Henrique, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

O caso aconteceu na manhã da última quarta-feira (15). Em entrevista o coronel Heber Souza Bastos, do 5° Batalhão Rodoviário da Polícia Militar, que participou da operação de buscas, disse que Henrique falou à polícia que o pouso forçado foi motivado por uma pane mecânica.

Após pousar na área rural, o avião pegou fogo. A polícia acredita, porém, que o incêndio tenha sido provocado porque um galão de combustível foi encontrado jogado no chão, ao lado do monomotor. Antes disso, Henrique escondeu os 343 kg de cocaína em sacolas, na mata.

A prisão

As buscas pelo piloto mobilizaram equipes de diversos batalhões. Além do 5° Batalhão Rodoviário e do Comando de Operações de Divisas, o Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) e o Batalhão Rural também participaram da operação, além de batalhões da região.

Henrique foi encontrado depois que, durante o cerco na região, a PM encontrou familiares dele e um amigo dentro de um carro, às margens de uma estrada de terra, perto da GO-206. Os policiais viram que o trio, que era de Ribeirão Preto, em São Paulo, estava com bastante dinheiro àquele horário da madrugada, por volta das 3h desta quinta-feira (16), e estranharam.

“Os policiais conseguiram verificar que se tratava do pai, da esposa e do amigo, que vieram para resgatar o piloto”, disse o coronel Heber.

Ao interrogarem a família, os policiais souberam que eles haviam combinado de aparecer com o carro, um Ford Ka, e piscar o farol três vezses para Henrique sair e entrar no Veiculo Ele conseguiu se comunicar os parentes porque tinha um telefone que funcionava por satélite.

“O pessoal nosso acompanhou, chegou ao local pré-estabelecido e fez conforme (os familiares e o piloto) haviam combinado. Ele saiu do mato e aí as equipes procederam à abordagem”, disse.

Segundo o coronel, o piloto relatou à polícia que foi contratado para fazer três viagens transportando drogas. A viagem do pouso forçado era a última, com um trajeto do Mato Grosso, próximo à divisa com a Bolívia, onde a cocaína foi carregada, até a região de Frutal, em Minas Gerais.

“Ele foi contratado pelo dono da aeronave. Ele já tinha efetuado outras duas viagens. Essa era a terceira. E ele receberia R$ 70 mil por viagem”, disse o coronel.

Henrique, os parentes e o amigo foram levados para a delegacia da Polícia Federal de Jatai

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