Caiado pede que o TJ-GO declare a greve de servidores da UEG inconstitucional

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Caiado pede que o TJ-GO declare a greve de servidores da UEG inconstitucional
11-07-2025
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Os técnico-administrativos da UEG deflagraram a greve nesta quinta-feira (10), reivindicando plano de carreira e remuneração

O Governo de Goiás acionou o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) pedindo a declaração de ilegalidade da greve instaurada pelos servidores da Universidade Estadual de Goiás. A paralisação foi iniciada nesta quinta-feira (10) às 14h, após tentativas frustradas de negociação de um plano de cargos e remuneração que atendesse a categoria.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Goiás (Sindipúblico), o governador Ronaldo Caiado (UB) acionou a Justiça antes mesmo do início oficial da paralisação exigindo a suspensão da greve sob pena de multa diária de 100 mil reais. Não aceitando essa interdição dos diálogos, os técnicos da universidade aprovaram a deflagração.

Reivindicações

O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Goiás (Sindipúblico), que representa os técnicos-administrativos da UEG, realizou assembleias nos câmpus da universidade seguindo todas as normas legais entre os dias 9 e 17 de junho. A principal pauta dos servidores é o plano de carreira que, entre outros direitos, requer uma gratificação por titulação, tendo em vista que boa parte da categoria possui especialização, mestrado ou doutorado, e não recebe nenhum valor a mais por sua capacitação permanente na instituição.

O Conselho Superior da UEG aprovou o novo Plano de Cargos e Remuneração (PCR) e afirma que a instituição tem condições de prover os recursos de seu orçamento anual para o pagamento dos direitos solicitados pelos técnicos. Entretanto, as negociações em âmbito institucional foram frustradas. A Secretaria de Estado da Administração (Sead), órgão que coordena a mesa de negociação, alegou que não havia recursos para o PCR dos técnicos e que isso impactaria as contas públicas do governo.

Ação Judicial

A Procuradoria-Geral do Estado de Goiás alega que o Sindipúblico não participou das tratativas sobre o novo Plano de Cargos e Remuneração (PCR) dos técnico-administrativos da UEG, o que o tornaria parte ilegítima para a deflagração da greve. Segundo o Sindicato, o próprio governo não realizou o convite formal para a participação de seus representantes.

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