Operador mata a mulher a tiros e se mata em seguida, em Goiás

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Operador mata a mulher a tiros e se mata em seguida, em Goiás
15-02-2026
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Pedro da Costa Queiroz já havia sido condenado por violência doméstica contra Elieser Teodoro da Silva, segundo advogado. Mesmo com medida protetiva, os dois continuavam morando juntos.

O operador de empilhadeira Pedro da Costa Queiroz, de 46 anos, matou a tiros a ex-mulher, Elieser Teodoro da Silva, de 39, e se matou em seguida, na tarde de sábado (14), em Itumbiara , no sul de Goiás, segundo a Polícia Civil.

O crime aconteceu no Setor Santa Rita. Elieser tinha uma medida protetiva contra Pedro concedida pela Justiça no dia 6 de fevereiro, após denunciá-lo por ameaça e dano. Apesar da decisão judicial, os dois continuavam vivendo na mesma residência.

ha da vítima e a enteada dela, uma adolescente de 15 anos, com uma coronhada na cabeça. A jovem foi socorrida e não corre risco de vida. Ela é considerada uma das testemunhas da discussão do casal.

Sequência de violência

O relacionamento já era marcado por episódios de violência doméstica. Em 2024, Pedro foi condenado por violência doméstica contra Elieser, segundo o advogado João Barbosa, que o defendia no caso mais recente.

O  advogado relatou que, mesmo após a condenação, o casal continuou convivendo na mesma residência. Na quinta-feira (12), o operador teria procurado o advogado para acompanhá-lo à delegacia após um novo registro relacionado ao descumprimento da medida protetiva.

“Na ocasião, segundo consta, ele estava alcoolizado e agressivo e teria segurado Elieser pelo pescoço enquanto ela realizava afazeres domésticos”, afirmou o advogado.

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João Barbosa disse que orientou o cliente a cumprir rigorosamente a decisão judicial de afastamento e deixar a residência. Segundo ele, o cliente alegava não entender a situação e afirmava que o casal estava convivendo de forma tranquila.

Depoimento na delegacia

O advogado contou que acompanhou Pedro da Costa Queiroz à delegacia na sexta-feira (13), quando ele prestou depoimento.

“O orientei expressamente a cumprir de forma rigorosa o que determinava a medida, especialmente quanto ao afastamento. Reforcei que, independentemente dele dizer que estavam bem, a decisão judicial precisava ser cumprida integralmente”, afirmou.

De acordo com o delegado, será instaurado inquérito policial para apurar os fatos. No entanto, o procedimento pode ser arquivado devido à extinção da punibilidade em razão da morte do investigado

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