Corretora assassinada: vídeo mostra quando síndico ataca vítima em subsolo de prédio

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Corretora assassinada: vídeo mostra quando síndico ataca vítima em subsolo de prédio
20-02-2026
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Polícia conseguiu recuperar o vídeo que a corretora gravava no momento do ataque e que não foi enviado. Corpo de Daiane Alves, de 43 anos, foi encontrado mais de 40 dias após o crime.

Um vídeo divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (19) mostra o momento em que a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi atacada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso suspeito de matá-la. Daiane ficou desaparecida por mais de 40 dias antes que o corpo fosse enconttadao em uma área de mata em Caladas Novas , na região sul de Goiás.

O síndico confessou o assassinato após ser preso. Em nota, a defesa dele disse que ainda não teve acesso a todos os documentos recentemente inseridos na investigação, principalmente ao relatório final. Assim, vai se manifestar só após a análise de todo o conteúdo.

O filho de Cléber, Maicon Douglas de Oliveira, foi preso suspeito de ajudar na ocultação de provas, mas a polícia descartou o envolvimento dele no crime. Segundo a polícia, ele será solto. Entramos  em contato com a defesa do filho do síndico, mas não teve retorno até a última atualização dessa reportagem.

No dia do crime, Daiane gravava vídeos mostrando a queda de energia e enviava a uma amiga. Porém, o vídeo que mostra o ataque do síndico não chegou a ser enviado. A gravação foi recuperada após o celular da vítima ser achado dentro de uma caixa de esgoto do prédio. Ele foi encontrado pela polícia no dia 30 de janeiro, quando foi feita uma perícia no prédio, e o síndico, que já estava preso, indicou o local. O celular ficou no esgoto por 41 dias.

Desaparecimento

Daiane Alves Souza de Oliveira desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, quando desceu ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma queda de energia. Cerca de 40 dias depois, a polícia prendeu o síndico, que confessou o crime, e o filho dele, suspeito de ajudar na ocultação de provas.

O vídeo mostra o momento em que Daiane chega ao subsolo e vai até os quadros de luz. Segundo a polícia, Cléber aparece no vídeo à espera da corretora com luvas nas mãos, indicando premeditação.

“Ele estava com luvas nas duas mãos e com a capota (da caminhonete) aberta. Ele posicionou o carro mais próximo ao local onde pretendia render a Daiane”, explicou o delegado João Paulo Mendes.

A polícia concluiu ainda que Daiane foi morta com dois tiros na cabeça e que os disparos provavelmente foram feitos fora do prédio. “A perícia mostrou claramente que qualquer disparo dado seria ouvido na recepção do prédio”, informou o delegado André Luiz Barbosa.

De acordo com o superintendente da Polícia Científica Ricardo Matos, a arma usada no crime é uma pistola .380 semiautomática. Uma das balas ficou alojada na cabeça e a outra saiu pelo olho esquerdo da vítima.

Desaparecimento

A corretora de imóveis é natural de Uberlândia (MG), mas morava em Caldas Novas há dois anos para administrar as locações de apartamentos da família. Naquela noite, um dos imóveis ficou sem energia e Daiane desceu até o subsolo onde ficam os quadros de luz para entender o que havia acontecido.

Antes de desaparecer, a corretora enviou para uma amiga um Vídeo no sistema eletroco do predio. O vídeo recuperado pela polícia contém as imagens que ela estava gravando no momento em que saiu do elevador, no subsolo do prédio.

“A partir do momento em que a porta do elevador abre no subsolo, a gente não tem mais notícia dela”, desabafou a mãe.

A família não acreditava em desaparecimento voluntário, pois Daiane saiu com roupas casuais, deixou os óculos em casa e a porta do apartamento aberta. Por mais de 40 dias, a polícia buscou por pistas guiadas por essas imagens e pelas câmeras de segurança do prédio.

Prisão e investigação

Cléber e o filho foram presos no dia 28 de janeiro, no prédio onde Daiane desapareceu. Na ocasião, ele confessou o crime e indicou o local onde o corpo da vítima foi deixado, em uma área de mata a 15 km de Caldas Novas.

Apesar de confessar, o síndico não havia informado como matou a corretora. No decorrer das investigações, a polícia encontrou o celular de Daiane, que estava escondido em uma tubulação de esgoto e fez perícias no subsolo do prédio, no carro do síndico e no local onde o carro dela foi encontrado.

De acordo com a polícia, a recuperação do último vídeo gravado pela corretora foi o último ato da investigação. “Foi aí que conseguimos comprovar que o crime foi premeditado e cometido mediante emboscada”, destacou o delegado João Paulo.

Motivação

Cléber e Daiane tinham um histórico de brigas  que evoluíram para processos na Justiça. Segundo a polícia, os conflitos eram motivados pela administração dos seis apartamentos da família da vítima, que antes era feita pelo síndico.

“O síndico administrava [os apartamentos] e eles [família da vítima] passaram a administração para Daiane. Desde então, houve uma série de atritos. Ele foi denunciado por perseguição”, contou o delegado.

Ao todo, são 12 processoas que envolvem Cléber e Daiane na Justiça. Quando Daiane ainda estava desaparecida, o síndico foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) pelo crime de perseguição contra a corretora.

De acordo com a denúncia, Cléber teria utilizado a posição de síndico para criar obstáculos à rotina de Daiane, passando a vigiá-la por meio do sistema de câmeras do condomínio e submetê-la a constrangimentos.

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