Padrasto colocou veneno no arroz e serviu à menina que morreu após jantar com a família, diz polícia

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Padrasto colocou veneno no arroz e serviu à menina que morreu após jantar com a família, diz polícia
03-04-2026
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Ronaldo Alves de Oliveira foi preso preventivamente e a Justiça decidiu nesta quinta-feira (2) que ele vai continuar preso. Weslenny Rosa Lima morreu por envenenamento, em Alto Horizonte, na região norte de Goiás.

Ronaldo Alves de Oliveira, suspeito de envenenar e causar a morte da enteada Weslenney Rosa Lima , de 9 anos, foi o responsável por colocar veneno no arroz e servir à criança durante um jantar com a família, em Alto Horizonte, na região norte de Goiás. O suspeito foi preso preventivamente  e a Justiça decidiu nesta quinta-feira (2) que ele vai continuar preso.

Para a TV Anhanguera, a defesa de Ronaldo disse que ele está colaborando com a apuração dos fatos e que a investigação está em fase inicial, sendo necessária a apuração técnica e a imparcialidade dos acontecimentos.

Segundo o delegado do caso, Domenico Rocha, a perícia confirmou que o arroz encontrado no jantar da família tinha um veneno popularmente conhecido como chumbinho.

 De acordo com a polícia, o padrasto de Weslenny declarou no dia do fato que foi o responsável por preparar o arroz envenenado e afirmou que descartou as sobras no lixo, onde possivelmente foram consumidas pelos ani,ais que também morreram.
Segundo a família, Weslenny passou mal após jantar arroz, feijão e carne moída com a mãe, o irmão e o padrasto, na noite de sexta-feira (27). A menina começou a apresentar dores, vômito e crises convulsivas ainda em casa. A mãe contou que a filha disse que não estava aguentando e pediu para que levassem ela ao hospital.

Irmão segue internado

O irmão da menina, de 8 anos, também apresentou sintomas após a refeição. Ele foi levado ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, onde segue internado.

Segundo a polícia, o quadro dele foi considerado grave inicialmente, mas houve melhora. O padrasto é investigado por feminicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio triplamente qualificado, informou o delegado.

Falta de paciência

Em entrevista para a TV Anhanguera, a mãe, Nábia Rosa, notou uma falta de paciência do padrasto com as crianças. “Eu falava para ele, larga meus meninos, pode deixar que meus filhos eu mesmo vou cuidar”, disse.

Segundo ela, o padrasto teria motivos de sobra para atacá-la porque ela não queria mais o relacionamento e ele não aceitava o fim.

Investigação

Segundo apuração da TV Anhanguera, a Polícia Militar foi acionada no hospital, quando a equipe médica desconfiou da evolução do quadro clínico da menina.

“O start foi o hospital, onde a criança evoluiu muito rápido a óbito. A maneira como o quadro evoluiu levou à suspeita”, afirmou o perito Marcelo de Castro Coelho Morais.

Segundo ele, o caso não se comporta como infecção alimentar comum e, além disso, as duas crianças apresentaram sintomas semelhantes após a mesma refeição: o último jantar da família.

Além do que foi consumido pela família durante o jantar, a polícia também apreendeu outros alimentos que estavam na geladeira. Os agentes ainda encontraram quatro gatos mortos, que teriam consumido parte da comida descartada no lixo pelo padrasto.

Com a prisão, a polícia segue investigando mediante a análise de aparelhos celulares apreendidos, coleta de novos depoimentos e conclusão de laudos periciais complementares.

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 Padrasto de menina morta por envenenamento é preso em Goiás — Foto: Divulgação/Polícia Civil
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