Leonardo Filho disse que temia que situação prejudicasse relação da família com a suposta criança. Investigação mostrou que mulher usava perfis falsos e mais de 100 números de telefone para ameaçar o ex.
O ex-namorado da advogada Amanda Partata, suspeita de matar o ex-sogro e a mãe dele, disse em depoimento que sabia que a mulher o ameaçava, mas não contou para a família por achar que ela estava grávida. Em depoimento, o médico Leonardo Filho disse que temia que a situação prejudicasse a relação da família com a suposta criança.
Segundo o delegado Carlos Alfama, a investigação mostrou que a mulher usava perfis falsos em redes sociais e mais de 100 números de telefone para perseguir e ameaçar o ex.
Leonardo Filho contou que, após receber ameaças, fez uma denúncia na Delegacia de Crimes Cibernéticos (DERCC). Então, entre setembro e outubro, a delegacia informou que a responsável pelos perfis falsos do Instagram que o ameaçavam e o perseguiam eram de Amanda Partata.
O médico disse que havia marcado um encontro com Amanda para conversar sobre alguns assuntos, dentre eles as ameaças. No entanto, como ele estava com a agenda profissional cheia, pediu para que o encontro ocorresse em janeiro de 2024.
Conforme a Polícia Civil, na manhã de domingo do dia 17 de dezembro, Amanda Partata foi até a casa da família do ex-namorado levando um café da manhã, com pão de queijo, biscoitos, suco e até bolos de pote de uma famosa doceria de Goiânia. Segundo a polícia, ela colocou o veneno dentro de dois potes de bolo e matou Leonardo Pereira Alves e Luzia Alves.
Amanda Partata está presa desde o dia 20 de dezembro na Casa do Albergado, suspeita de matar os dois após não aceitar o fim do relacionamento com o filho de Leonardo Pereira Alves, Leonardo Pereira Alves Filho. Em nota a defesa dela informou que se manifestará nos autos processuais.
O delegado afirmou que Amanda Partata vai responder por duplo homicídio e tentativa de homicídio. Ao chegar à delegacia, no dia em que foi presa, a advogada negou ter cometido o crime. Na ocasião, conforme a polícia, ela chegou a fingir passar mal durante o depoimento. Já no segundo interrogatório, ela ficou em silêncio e, de acordo com o investigador, não demostrou arrependimento.
O laudo da Polícia Científica apontou que a substância usada para matar mãe e filho, Luzia Tereza Alves e Leonardo Pereira Alves, foi colocada em boles no pote. Segundo a perícia, a substância ingerida pelas vítimas causou uma intoxicação por envenenamento.
A Polícia Científica disse ainda que dois potes estavam com a substância, que é considerada um veneno ‘potente’ e que foi usado em grande quantidade. Mesmo em pequenas doses, a substância é tóxica e letal, além de não ter sabor ou odor, ou seja, não é possível ser percebida.
Desabafo
O médico Leonardo Pereira Alves Filho, ex da advogada e filho de uma das vítimas, se pronunciou sobre o caso pela primeira vez na tarde de terça-feira (26), após prestar depoimento à polícia. Ao lamentar a morte do pai e da avó, ele disse nunca ter imaginado algo que justificasse “tamanha brutalidade”
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