Golpe é conhecido como ‘Bença, tia’, diz polícia. Uma das vítimas repassou R$ 4,5 mil ao grupo.
Três mulheres foram presas nesta terça-feira (21) suspeitas de participar de um grupo que aplica golpes por telefone, em Aparecida de Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, um presidiário faz ligações e finge ser sobrinho da pessoa que atende. Depois, pede dinheiro para pagar o suposto conserto de um carro. não conseguimos localizar as defesas delas.
O golpe é chamado pela polícia de “Bença, tia”. Segundo as investigações, uma das presas — Luciene da Silva Campos — foi flagrada dentro de uma agência bancária tentando fazer um saque. Com ela foram encontrados R$ 1,3 mil em espécie, além de vários cartões de contas bancárias de outras pessoas.
O detento responsável pelas ligações foi identificado como João Carlos Pereira. Ele cumpre pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
A Superintendência de Segurança Penitenciária (Susepe) da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou que por determinação do governo do Estado o problema está sendo coibido com a intensificação dos procedimentos operacionais no âmbito carcerário goiano.
“Ele fazia ligações se passando por sobrinhos ou outros familiares das vítimas. Depois, pedia dinheiro para um suposto conserto de carro”, explica o delegado Divino Batista.
Segundo o delegado, durante os telefonemas, as próprias vítimas revelavam o nome de algum familiar e, a partir daí, o criminoso contava uma história e pedia dinheiro para resolver o problema.
“Os crimes eram cometidos contra pessoas de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Para as vítimas que moram fora do Estado, ele alegava que iria visitá-las e, no dia seguinte, telefonava pedindo ajuda financeira, alegando que o veículo havia quebrado no caminho”, conta o delegado.
A polícia disse ainda que Luciene da Silva possui passagens por tráfico de drogas e era responsável por aliciar outras pessoas para o esquema. Elas emprestavam suas contas bancárias para que o dinheiro fosse depositado.
Também foram detidas Juliana da Silva Souza, filha de Luciene, e Maria Isabel Silva Pinto. A Polícia Civil conseguiu identificar uma vítima da quadrilha, que mora em Nova Veneza. Essa pessoa, afirma a corporação, chegou a depositar R$ 4,5 mil para o grupo.
Na casa de Luciene e Juliana, em Hidrolândia , os policiais encontraram porções de maconha e cocaína prontas para serem vendidas, além de uma balança de precisão e uma munição calibre 180.