Delegada afirmou que o produto era anunciado e vendido pelas redes sociais. Menores de 18 anos também tinham acesso ao produto, segundo a polícia.
Mais de 8 mil unidades do produto conhecido como snus — sachês de nicotina — foram apreendidos pela Polícia Civil em uma operação conjunta com a Vigilância Sanitária. De acordo com a polícia, o valor da mercadoria apreendida, que não tem permissão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser vendido no Brasil, pode chegar a R$ 1,3 milhão.
Como os nomes dos envolvidos não foram divulgados, não conseguimos localizar a defesa deles.
A operação aconteceu na última quinta-feira (31) e cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra empresas no Setor Central, em Goiânia. A delegada Débora Melo explicou que as investigações começaram após a primeira apreensão do produto no país, que aconteceu no estado de Mato Grosso do Sul.
A delegada destacou que o ponto onde os produtos foram encontrados fazia o anúncio e a venda do snus pelas redes sociais. Além disso, os produtos eram distribuídos para comércios de todo o país e vendidos para o público em geral, sem distinção de idade do comprador.
Melo afirmou que o produto não é comum no Brasil e que acredita que ele tenha vindo da Europa. No entanto, os meios que ele chegou ao território nacional ainda serão investigados, disse a delegada.
O produto era anunciado como uma alternativa menos nociva ao fumo, algo que, segundo Débora, não é verdade, já que um sachê do snus pode equivaler a um maço de cigarros.
O produto era comercializado em latas, que eram vendidas em média por R$ 160, com cada uma contendo entre 20 a 25 sachês do snus. De acordo com a polícia, o valor total das mercadorias apreendidas é de cerca de R$ 1,3 milhão.
Débora Melo explicou que o produto, além de causar dependência química, é extremamente nocivo à saúde.
“Os especialistas falam que ele tem um alto índice cancerígeno. E um poder de dependência química muito maior do que o cigarro convencional”, pontuou.
Após a operação, a sócia de uma das empresas foi presa em flagrante pela venda de substâncias nocivas à saúde e liberada após o pagamento de dois salários mínimos
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