Segundo a polícia, atitude da mulher de 48 anos foi motivada por ciúmes. Ao mantê-la presa, juiz apontou gravidade do caso e disse que se trata de tentativa de homicídio.
Uma mulher atropelou uma criança e dois adolescentes ao usar o próprio carro para invadir uma casa onde estava o ex-marido, em Goi:ânia. De acordo com a polícia, ela não aceitava o fim do relacionamento. No momento em que jogou o veículo contra o portão, a criança e os adolescentes brincavam na calçada. Ela foi presa em flagrante e, após passar por audiência de custódia, foi mantida presa, preventivamente, pela Justiça.
Segundo a polícia, a mulher tem 48 anos. À Justiça ela informou que é biomédica. A defesa dela, representada pelo advogado André Tracz de Paula Louro, disse que não houve atropelamento e que a cliente possui laudo psiquiátrico, fazendo uso, inclusive, de medicamentos. Afirmou, ainda, que ela foi alvo de um linchamento pelos populares (veja mais detalhes abaixo).
Segundo a Polícia Civil, testemunhas contaram que a biomédica foi à casa onde o ex estava motivada por ciúmes. Chegando ao local, ela tentou invadir a residência com o carro.
Em entrevista à TV Anhanguera, o tenente Bruno Nonato, do 38º Batalhão da Polícia Militar, disse que, após o ocorrido, a população agrediu a mulher. O carro em que ela estava também foi quebrado. Ele afirma que o crime foi passional.
Segundo o termo da audiência de custódia, a criança, de 10 anos, e os adolescentes, de 12 e 14 anos, foram prensados contra o portão no momento em que a mulher jogou o carro contra ele. Isso aconteceu depois de o ex ter se recusado a sair da casa para atendê-la e, em seguida, a atual companheira ter saído e dito para a ex ir embora, o que ela não aceitou.
Ao decidir manter a mulher presa, o juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva afirmou que considera o caso como tentativa de homicídio.
“Diante da gravidade concreta dos fatos, vislumbro clarividente que, no presente, nenhuma das medidas cautelares diversas da prisão seria suficiente e adequada para resguardar a ordem pública”, disse o magistrado.
De acordo com a TV Anhanguera, as vítimas tiveram escoriações e foram levadas para o Cais Vila Nova e, depois, para o Hugol. Solicitamos ao Hugol atualização do estado de saúde delas, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
O que diz a defesa
Em entrevista o advogado André Tracz de Paula Louro afirmou que, no momento em que chegou à casa, a mulher teve discussões com os moradores. Diante da situação, ela tentou sair do local com o carro, mas foi impedida e agredida por populares. A reportagem teve acesso a um vídeo que mostra as agressões, que incluíram socos e chutes.
“Ela quebrou o seio maxilar, o nariz e está com o olho roxo. Ela foi realmente linchada, né? Ela foi agredida ali de forma desleal, de forma até abusiva. Ela não teve muita chance de reação, não teve auxílio de ninguém”, disse o advogado.
André afirmou que, apesar da decisão após a audiência de custódia, ainda vai pedir à Justiça a liberdade da cliente. “Não houve nenhuma tentativa de atropelamento. Isso aí é falso, não existe. O que houve ali foi uma tentativa de ela sair do local por conta do linchamento”, disse.
De acordo com o advogado, a cliente estava sob efeitos de medicamentos psiquiátricos no momento do ocorrido. “Tanto que, quando ela chegou ao hospital, ela estava sem conseguir falar. Tanto por conta das agressões quanto pelo uso dos medicamentos”, afirmou.
veja as noticias no nosso instagram @informativo.cidades

Informativo Cidades

