Mulher de 65 anos foi achada por morador que estava em uma motocicleta ajudando nas buscas, em Mozarlândia. Segundo os bombeiros, idosa estava muito desidratada e não conseguia falar.
A idosa Eva Ramos, de 65 anos, desapareceu ao sair para colher pequis e foi resgatada a mais de 15 km de distância do lugar onde sumiu, em Mozarlândia no norte de Goiás. Segundo a filha dela, Graziela Ramos, a mãe ficou cerca de 30 horas perdida, mas foi encontrada e levada para o Hospital Municipal da cidade, onde passa bem.
A unidade de saúde informou, por telefone, que a paciente segue internada neste domingo (19), um pouco agitada, mas consciente, conversando e se alimentando normalmente.
A idosa sumiu ao final da manhã de sexta-feira (17) e foi encontrada e socorrida no início da tarde do dia seguinte, sábado (18).
Graziela disse que saiu com a mãe para pegar pequis, mas que ela acabou indo muito longe e elas se perderam. Desesperada, ela começou a chamar por Eva e não conseguia encontrá-la.
“Chamei minhas irmãs, vieram lá de Trindade para ajudar a procurar. Fui pedindo ajuda, e o povo aqui de Mozarlândia é muito solidário, então colocamos nas redes sociais e conseguimos muita gente para ajudar”, disse.
O sub-tenente do Corpo de Bombeiros Cristiano Oliveira contou que bombeiros saíram de Aruanã, onde fica a base, para ajudar nas buscas. Eles trabalharam até o início da noite, mas não a encontraram e foram embora para voltar e continuar com as buscas no dia seguinte.
“Um rapaz que estava numa moto ajudando nas buscas a achou deitada embaixo de um arbusto. Ela estava muito desidratada, não havia se alimentado e não conseguia falar, só balbuciava”, completou o bombeiro.
O bombeiro lembrou que o tempo muito quente e a umidade extremamente baixa deixaram a idosa debilitada.
Cristiano disse ainda que o local que ela foi achada era de difícil acesso, por isso contaram com a ajuda de um trator de uma fazenda da região para abrir caminho até um certo ponto. Para resgatá-la, os bombeiros improvisaram uma maca, deram os primeiros socorros e a levaram ao hospital.
Graziela disse que a mãe sempre foi muito saudável e está confiante na recuperação plena dela.
“Sempre foi muito forte, muito ativa, sempre gostou de pescar, catar pequi. Acho que isso ajudou muito ela a aguentar até o momento que conseguimos encontrá-la”, disse.
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