Ex-governador de Goiás pregou unidade na direita para vencer eleição. Já Romeu Zema disse que é “imperdoável” ouvir Flávio Bolsonaro cobrando dinheiro de dono do Banco Master.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, afirmou nesta quarta-feira (13) que o senador Flavio Bolsonaro (PL-SP) precisa esclarecer as circunstâncias em que pediou dinheiro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os dialago entre Flavio e Vorcaro, preso e investigado por fraudes bilionárias, foram revelados pelo site Intercept Brasil. O senador confirmou as conversas, mas negou irregularidades.
“O senador Flávio Bolsonaro deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do Master. Tudo o que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população”, afirmou Caiado em nota divulgada.
Além do comunicado, Caiado postou um vídeo nas redes em que disse que não é “oportunista” e que “falhas pessoais devem ser tratadas por cada um que venha a ser denunciado”. Segundo o ex-governador de Goiás, a prioridade dos candidatos que fazem oposição a Lula (PT) deve ser derrotá-lo nas urnas em outubro.
Ele pregou unidade na direita e disse que “o objetivo principal é não mudar o foco, e o foco é derrotar Lula”.
O tom de Caiado contrasta com o vídeo publicado nas redes sociais mais cedo por Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e também pré-candidato à Presidência.
Zema afirmou que ouvir Flávio cobrando dinheiro de Vorcaro é “imperdoável” e “um tapa na cara dos brasileiros”.
“Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, disse o político mineiro.
Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, afirmou que as denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro eram “óbvias” para quem acompanha o noticiário político dos últimos anos. Renan associou o parlamentar a diferentes investigações e disse que “onde há escândalo de corrupção, há Flávio Bolsonaro”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não quis comentar o caso envolvendo seu aliado. “Não vou tratar desse assunto aqui hoje. Isso não é pauta”.
Segundo a reportagem do Intercept Brasil, documentos e mensagens indicam que pelo menos US$ 10,6 milhões — cerca de R$ 61 milhões — teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 para financiar a produção do filme “Dark Horses”.

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