Instituto Verbena afirma que candidato se afastou das atividades do certame ainda em 2025. Caso é investigado pelo MP-GO.
O Instituto Verbena, da Universidade Federal de Goiás (UFG), informou que o servidor foi aprovado 1º no concurso da Câmara Municipal de Goiânia não participou da elaboração da prova para o cargo de administrador.
A manifestação foi enviada após a repercussão do caso, que passou a ser investigado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) por suspeita de irregularidade no certame, realizado no último dia 15 de março.
Segundo o instituto, o próprio candidato, identificado como Luã Lírio, comunicou ainda em dezembro do ano passado um possível conflito de interesses e solicitou o afastamento de todas as atividades relacionadas ao concurso. A instituição afirma que, a partir disso, bloqueou todos os acessos dele aos sistemas e arquivos do certame.
De acordo com o Verbena, uma auditoria interna confirmou que o servidor não participou da organização específica da prova aplicada para o cargo ao qual concorreu. O instituto também reforçou que o processo ocorreu com “total transparência e segurança”.
A suspeita surgiu após o resultado preliminar do concurso da Câmara de Goiânia, apontar Luã Lírio, servidor ligado ao Instituto Verbena (UFG), como 1º colocado para o cargo de administrador. Como o instituto foi responsável pela organização do certame, o fato de um funcionário da banca ter participado da seleção levantou questionamentos sobre possível conflito de interesses e eventual acesso a informações privilegiadas.
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Caso é investigado pelo MP-GO
O caso veio à tona após a divulgação do resultado preliminar, que apontou o servidor ligado à banca organizadora como primeiro colocado, o que gerou questionamentos sobre a lisura do processo.
Em nota, a Câmara Municipal de Goiânia informou que encaminhou o caso ao Ministério Público e que a Comissão Permanente de Concurso Público solicitou providências para apuração. Já a Universidade Federal de Goiás declarou que vai acompanhar o caso e adotar as medidas cabíveis, caso sejam confirmadas irregularidades.
O concurso ofereceu 62 vagas, com salários que ultrapassam R$ 10 mil, e contou com cerca de 34 mil candidatos.
Até o momento, o certame segue válido e não foi suspenso. O Ministério Público de Goiás continua apurando o caso.
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registro mostra Luã Lírio de Souza Cruz em evento representando o Instituto Verbena cinco dias antes da aplicação do concurso da Câmara de Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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