Câmeras de segurança registraram o suspeito pulando o muro da casa da vítima, segundo a polícia. A investigação também encontrou imagens em que a atendente chama o suspeito pelo apelido.
O marido de uma tia de Larissa Conceição Amaral morta Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, é suspeito de matar e abusar sexualmente da atendente, segundo o delegado responsável pelo caso. O investigador Vinicius Máximo disse que Joselmir de Miranda Silva foi filmado por câmeras de segurança na rua da casa da vítima antes e depois do crime.
A defesa do suspeito não foi localizada até a última atualização desta reportagem.
O crime aconteceu na madrugada do último domingo (14), no bairro Jardim Recanto. Larissa foi encontrada nua em cima da cama, com múltiplas lesões.
Segundo o delegado, o suspeito foi identificado através de câmeras de segurança, que flagraram os gritos de Larissa e algumas imagens do suspeito, como quando ele teria pulado o muro da casa da vítima.
“Ele havia entrado na residência por volta de 4h55 da manhã de domingo e deixou a casa somente às 7h, ou seja, ele ficou três horas em poder da Larissa e ali a violentou, depois a matou com requintes de crueldade”, disse o investigador.
De acordo com a polícia, Joselmir é conhecido pelo apelido de ‘Buiu’. Câmeras se segurança também registraram a vítima gritando o apelido do suspeito, pedindo que ele parasse. “Nós pegamos os gritos de: ‘Para, Buiu! Não faz isso’, então, foi uma morte muito cruel”, relatou o delegado.
Após a identificação do suspeito, a polícia pediu a abertura de um mandado de prisão preventiva contra ele, que foi aprovado pela Justiça. Até a última atualização desta reportagem, Joselmir não havia sido localizado e permanecia foragido.
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Suspeito foi visto caminhando pelas proximidades da casa horas após o crime, segundo a polícia — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Encontrada nua
O corpo de Larissa foi encontrado em cima de uma cama por uma tia, esposa do suspeito, para quem ela teria ligado naquela mesma madrugada. De acordo com o delegado, o local tinha muito sangue e a atendente estava com muitas mordidas pelo corpo.
“Foi verificado que o corpo da Larissa possuía inúmeras lesões, muita mordida, ela havia sido morta por estrangulamento e também possuía marcas de que antes ela havia sido estuprada, possuía lesões no ânus e na vagina”, disse o investigador.
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Ao repórter Rodrigo Melo, do O Popular, uma amiga de Larissa, Emily Soares, disse que seu ex-marido, primo de Emily, foi até a casa da atendente. Segundo ela, todos ficaram muito preocupados depois que ninguém atendeu o portão.
Larissa trabalhava como atendente em um bar e restaurante na cidade. Ela deixa um filho de seis anos, que não estava na casa no momento do crime.

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