Após o crime, os militares esperaram em uma região de mata. Investigações apontam que eles aguardaram até a chegada de um ex-militar em uma caminhonete que levou a moto usada no crime.
Novas imagens mostram os suspeitos de matar o empresário Fabricio Brasil Lourenço , de 49 anos, deixando uma chácara que teria sido usada como base para organizar o crime, segundo apurado pela. Entre os quatro presos suspeitos de cometer o crime, estão dois sargentos da Polícia Militar.
A defesa do sargento Leneker Breno Campos afirmou que é “lamentável erro, apontar o sargento Leneker como possível autor” e que vai trabalhar para que o judiciário “corrija o equívoco”.
Não conseguimos contato com as defesas do sargento Tiago Lemes de Oliveira, e dos suspeitos Antonio Moreira dos Santos e Cleyton Souza Lima, além dos demais envolvidos citados ao longo da reportagem. Em nota, a PM informou que a corregedoria acompanhou o cumprimento dos mandados e que “cumpre rigorosamente todas as determinações legais e judiciais” (leia as notas completas ao final do texto).
Os suspeitos foram presos na manhã desta quata feira (4). A chácara que aparece nos vídeos e que foi usada para dar suporte ao crime teria conexão com Cleyton, que era segurança do local, no Setor Santa Genoveva.
Uma das gravações mostra o momento que o segurança chega no local na data do crime, 4 de outubro. Pouco mais de duas horas depois, segundo as investigações, a moto que seria pilotada por Leneker, e um carro, dirigo por Tiago, entram na propriedade. Dentro da propriedade, também estaria o ex-militar José Antônio Moreira.
Menos de uma hora após as primeiras gravações, Fabrício é morto a tiros no Bairro Feliz, cerca de 5 km da chácara, supostamente pelos dois sargentos em uma moto. Após o crime, as investigações apontam que os militares esperaram em uma região de mata, até a chegada de José Antônio em uma caminhonete.
Ainda segundo as investigações, eles teriam colocado a moto usada no crime na carroceria do veículo e tampado com uma lona, sendo levada até outra chácara em Nova Veneza, de propriedade do ex-militar. Outro vídeo mostra o momento que a caminhonete retorna à primeira chácara, em Goiânia, na madrugada após o crime.
Leneker, Tiago, Jose e Cleyton passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões temporárias mantidas pela Justiça, na tarde de quinta-feira (4).
Possível motivação
O coronel seria Alessandro Regys, investigado por ser o possível mandante do crime. Ele foi ouvido na Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiânia, responsável pelo caso, ocasião em que negou o envolvimento.
“Não sei de nada, e nunca ameacei. Nunca ameacei nada. Nem indiretamente, nem diretamente”, afirmou Alessandro.
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