Mary Hellen, brasileira presa na Tailândia por tráfico de drogas, é condenada a 9 anos e 6 meses de prisão, diz advogada

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A sentença foi proferida no domingo (8) na Tailândia, mas a embaixada só recebeu a informação na quarta-feira (11). Já os advogados só tomaram conhecimento da decisão na madrugada desta quinta-feira (12) por meio de um e-mail do consulado.

presa em Fevereiro  na Tailândia, a brasileira Mary Hellen Coelho Silva, de 21 anos, foi condenada a nove anos e seis meses de prisão. A informação é de Kaelly Cavoli Moreira, uma das advogadas de defesa da jovem.

Segundo a advogada, a sentença foi proferida no domingo (8), mas a embaixada só teria recebido a informação na quarta-feira (11). Já os advogados só tomaram conhecimento da decisão na madrugada desta quinta-feira (12) por meio de um e-mail do consulado brasileiro.

As informações ainda são preliminares, porque, até a última atualização desta reportagem, os advogados não haviam recebido a sentença completa.

“A gente teve uma pena muito positiva, melhor do que a gente esperava. Nós já tínhamos descartado a pena de morte e a prisão perpétua. Estamos caminhando para uma pena humana, o mundo precisa ir contramão de penas desumanas”, afirmou Kaelly.

 A defesa esudad agora pedir o perdão real ao rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn, que está no trono desde 2019.

A Tailândia é um dos países onde o tráfico de drogas pode ser punido com pena de morte, dependendo do tipo de entorpecente, da quantidade e das circunstâncias. No caso da cocaína, a lei mudou no final de 2021, quando a pena máxima passou a ser de 15 anos de prisão.

De acordo com a advogada de Mary Hellen, a sentença se divide da seguinte forma:

  • dois anos por crime civil;
  • e sete anos e seis meses são por crime penal.

“A brasileira teria sido assistida por defensor público nomeado pela própria corte. O setor consular está tentando, desde ontem [quarta-feira, 11 de maio], obter cópias dos documentos da sentença da brasileira”, informou Kaelly.

Ainda de acordo com a defesa, após ter acesso à sentença, os advogados tentarão a extradição da jovem, para que ela possa cumprir a pena no Brasil.

O advogado Telêmaco Marrace, que também defende defesa de Mary Hellen, afirma que ela entrou de “mula” na Tailândia e não sabia da existência da droga dentro da mala.

Entenda o caso

Mary Hellen Coelho Silva foi  detida  este ano com outro brasileiro no aeroporto de Bangkok com 9 kg de cocaína.

A droga estava escondida dentro de um compartimento oculto das três malas que eles carregavam. Outros seis quilos da droga estavam com outro suspeito, que foi preso horas depois. Os três são investigados por tráfico internacional de drogas.

O Itamaraty informou que, por meio da embaixada de Bangkok, acompanha a situação e presta toda assistência aos brasileiros.

Suspeita de aliciamento presa

Em 5 de maio, a Polícia Federal (PF) prendeu uma mulher suspeita de alicias três pessoas por trafico de drogas , no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, em Bangkok, na Tailândia.

Diante disso, o advogado Telêmaco Marrace  afirmou que abria  caminho  para extradição  moça  e confirma a versão da defesa.

“Nada prova também que a Mary Hellen sabia do conteúdo da mala. Ela provavelmente foi no emaranhado da trama, mas localizando quem emitiu a droga, muda um pouco a questão”, afirmou o advogado.

“Nada prova também que a Mary Hellen sabia do conteúdo da mala. Ela provavelmente foi no emaranhado da trama, mas localizando quem emitiu a droga, muda um pouco a questão”, afirmou o advogado.

O que disse o consulado

Leia, abaixo, a íntegra do e-mail do consulado:

“A embaixada foi avisada ontem, 11/5, por telefone, sobre a audiência de Mary Hellen Coelho Silva perante a Corte de Samut Prakan, realizada no dia 8/5. O funcionário que informou a embaixada afirmou que a audiência foi agendada com um dia de antecedência, razão pela qual não teria sido possível alertar as partes interessadas antecipadamente.

De acordo com o funcionário da Corte, Mary Hellen foi condenada a 9 anos e 6 meses de prisão (divididos em: 2 anos, por crime civil; e 7 anos e 6 meses, por crime penal). A brasileira teria sido assistida por defensor público nomeado pela própria Corte. O setor consular está tentando, desde ontem, obter cópias dos documentos da sentença da brasileira”.

Contato: (62) 992719764
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