Segundo informações da Polícia Civil, os ataques ocorriam de forma constante, com postagens quase diárias, nas quais o investigado ofendia vítimas identificáveis por nome e imagem.
Na noite de 17 de julho de 2025, um conhecido odontólogo da área de estética foi preso em flagrante após uma série de publicações ofensivas divulgadas em seu perfil pessoal em uma rede social. Com centenas de seguidores, o profissional utilizava o alcance digital para atacar publicamente diversas pessoas com conteúdos injuriosos e difamatórios, gerando revolta e ampla disseminação dos vídeos na cidade Goianésia.
Segundo informações da Polícia Civil, os ataques ocorriam de forma constante, com postagens quase diárias, nas quais o investigado ofendia vítimas identificáveis por nome e imagem. Em uma das publicações mais recentes, o profissional dirigiu-se a uma mulher com termos de baixo calão. Em outros vídeos, chamou um homem de “preto, pobre, feio e gay” e acusou outro de ser “garoto de programa”. Também foram identificadas postagens em que uma terceira vítima era ridicularizada com apelidos pejorativos como “botijão 70”, além de insultos relacionados à aparência e à idade. Em outra publicação disse que pobre não pode ter carro importado, no máximo um Fox!!!
As vítimas relataram um ciclo de humilhação pública contínua, com repercussões sociais e emocionais graves. Os conteúdos ofensivos vinham sendo monitorados pela polícia, e a situação se agravou quando, no dia 17 de julho, novas ofensas foram encaminhadas à autoridade policial pela própria vítima e seu advogado. Após verificação imediata, a veracidade das postagens foi confirmada, motivando a prisão em flagrante do investigado por volta das 18h30min do mesmo dia.
Ainda segundo a Polícia Civil, o acusado já era alvo de pelo menos quatro inquéritos anteriores por condutas semelhantes. Em um dos procedimentos, chegou a confessar espontaneamente os ataques, mas mesmo após ser orientado quanto às consequências legais, não demonstrou qualquer arrependimento ou mudança de comportamento. Pelo contrário, passou a intensificar os insultos e ampliar o número de alvos, demonstrando desprezo pelas normas legais e pela dignidade alheia.
A conduta reiterada e intencional, segundo a autoridade responsável pelo caso, evidencia o propósito de humilhar, perseguir e expor publicamente pessoas, em especial aquelas em situação de maior vulnerabilidade, utilizando a internet como ferramenta de agressão e exposição. Diante da gravidade e da reincidência, a prisão foi considerada medida necessária e proporcional para interromper os ataques e preservar os direitos das vítimas.
O caso segue sob investigação. A polícia reforça que o uso de plataformas digitais para disseminar ódio e difamação configura crime e será tratado com o rigor da lei.
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