Quatro mortos em ação da PM em Cavalcante não tinham antecedentes criminais, diz delegado

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Quatro mortos em ação da PM em Cavalcante não tinham antecedentes criminais, diz delegado
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Polícia Civil investiga o confronto e o motivo de parte da droga ter sido incinerada antes da chegada da perícia. População da região ficou indignada com ação dos policiais e pede justiça.

As investigações da Polícia Civil apontaram que as quatro pessoas que morreram após abordagem da Polícia Militar em Cavalcante, no nordeste de Goiás, não tinham passagens criminais. De acordo com a PM, eles eram suspeitos de tráfico de drogas. A situação está sendo investigada pelo delegado Alex Rodrigues, que procura esclarecer a dinâmica de como tudo aconteceu.

g1 pediu uma posição à Polícia Militar sobre o caso, por e-mail, na sexta-feira (21), e aguarda retorno. Nova cobrança foi feita, pelo mesmo canal, às 9h19 deste domingo (23).

Segundo a PM informou à Polícia Civil, na quinta-feira (20), uma equipe foi a uma propriedade rural, em local ermo e de difícil acesso, após receber uma denúncia de que ali haveria uma grande plantação de maconha. No registro, os PMs relataram que, chegando ao local, foram recebidos a tiros por um grupo, por isso tiveram que revidar com quase 60 tiros.

Ainda de acordo com o depoimento dos policiais militares, além dos quatro que foram baleados e morreram, haveriam outras três pessoas, que conseguiram fugir. A Polícia Civil ainda não conseguiu identificar o trio, que está sendo procurado.

A população de Cavalcante  ficou revoltada com o epsódio  e defende que os quatro rapazes que foram mortos não tinham armas e não podem ter atirado contra os PMs. Durante o enterro de dois deles, houve uma pedido por justiça manaifestações.

Drogas e investigação

Segundo o delegado Alex, os PMs constataram que havia cerca de 500 pés de maconha no local, além de porções prensadas e outras prontas para consumo – tudo deve ser periciado para confirmação de que se tratava da droga.

No entanto, parte da droga que foi encontrada pelos policiais foi incinerada no local antes da chegada da equipe da Polícia Civil. Essa ação não é a de praxe, segundo o delegado, por isso também será apurada.

“A priori, quem faz a incineração da droga, de cordo com a lei, é o delegado. A droga foi incinerada antes da minha chegada. Isso vai ser apurado o motivo”, disse.

Alex Rodrigues também contou que foi feita uma perícia minuciosa durante o sábado (22), que durou aproximadamente sete horas. De acordo com ele, os laudos que resultarão desse trabalho devem ajudar a esclarecer dúvidas sobre os disparos, a dinâmica dos fatos, entre outras.

Pés de maconha apresentados pela polícia após ação com quatro mortos em Cavalcante — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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